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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A oportunidade bate na porta de Mark Hunt

UFC heavyweight Mark HuntMark Hunt tem uma grande oportunidade. No UFC 144, na noite de sábado, ele luta contra Cheick Kongo. O francês Kongo venceu suas últimas duas lutas e está a tempo nas cabeças para vislumbrar uma chance pelo título da categoria peso pesado. No Octógono do UFC, o francês tem um melhor cartel. Mas Hunt não o vê como um passo para o topo.

"(Esta luta) é boa para a minha carreira? Eu não vejo deste jeito. Eu lutei com muitos dos melhores lutadores do mundo, então não é um passo para mim. Somente mais uma  luta."

O veterano é direto sobre as habilidades de seu oponente.

"Eu sei (sobre) Cheick Kongo - ele é bom, não é um lutador ruim."

É só mais uma luta de um homem que, aos 37 anos, tem sido um lutador profissional por mais ou menos 15. Primeiro no kickboxing, onde ganhou o Grand Prix do K-1 em 2001. Em 2004, ele mudou para o MMA onde derrotou nomes como Wanderlei Silva e Mirko Cro Cop. Hunt, neozelandês ganhou o direito de ser casual sobre tudo.

Hunt de fato, só quer saber de lutar, mas não cometa o erro de ver isso como falta de determinação. Entre meados de 2006 a 2010, ele não venceu uma luta, indo para 0 -6. Quatro anos de derrotas e longos períodos sem uma luta. Mas ele não deixou que as estatísticas o deixassem para baixo, ele agora vem de duas vitórias consecutivas. Mentalmente, é um caminho longo desde a derrota na sua estréia no Octógono no final de 2010 para Sean McCorkle.

"É bom porque, depois de perder tantas vezes eu não sabia mais o que estava acontecendo de errado, mas após mudar muitas coisas, finalmente, chegar a um estado mental e fisico melhor, me ajudou muito, especialmente perdendo para um um novato como McCorkle. Mas acredito que isso tenha acontecido por não ter lutado a dois anos", disse Hunt. "Isso sempre acontece quando você não luta por um tempo, você fica um lixo, você não sabe o que está acontecendo. E no MMA na hora que você percebe isso, já é tarde demais."

Sua última luta foi uma árdua vitória de três rounds por decisão sobre Ben Rothwell no UFC 135 em setembro passado. No final, os dois estavam exaustos, mas ele atribui isso ao ar das montanhas de Denver, e não por falta de treinamento duro.

"Eu estava muito cansado, mas a altitude realmente acabou comigo", disse Hunt. "É difícil perceber até que você realmente vá treinar lá ou lutar lá. É aí que você percebe o quão difícil é o ar lá em cima, se você não está acostumado a treinar ou ficar lá por um tempo. Eu não estava acostumado com isso. Eu tive umas duas semanas lá. Foi um trabalho difícil."

Era uma chance para o "Super Samoan" Hunt, que já teve problemas com o jogo no chão no passado, de mostrar novas habilidades: executar uma queda, tomar posições dominantes e a tentativa de um armlock em Rothwell.

"Foi bom. Tenho praticado um pouco para isso."

Mas socos e chutes sempre serão o seu forte. E Hunt não perde tempo quando perguntado quem será o melhor striker no UFC 144.

"Bom, como striker sou melhor do que ele, é claro. É assim que eu vejo."

O que o leva a crer, que  Kongo não tem opções.

"Isso é (tentar quedas) o que ele vai tentar fazer. Quando ele perceber que não pode dançar ou brincar comigo, ele vai tentar me levar para baixo como todos os outros."

Hunt treinou na Flórida com a American Top Team no passado, e para essa luta se preparou em sua cidade natal, Auckland, Nova Zelândia. Não é um centro de treinamento tão glamuroso, mas ele acredita que é o melhor para ele. E ele parece estar em forma como nunca esteve. 

"O treinamento aqui é meio louco. Eu tenho bons treinos em casa (na Austrália), mas é difícil encontrar parceiros por aqui porque todo mundo tem que trabalhar e poucas pessoas lutam em tempo integral. Eu sei que Jamie (Te Huna) tem um monte de caras do seu peso com quem está treinando e isso é muito bom para ele", disse Hunt. "Para mim,  qualquer outro lugar é longe demais para ir. Miami é muito longe para ir e se acostumar com o clima e depois voltar e se acostumar ao clima australiano de novo, porque não há tempo suficiente. Então eu acho que foi uma boa jogada, mas vamos ver o que acontece na luta."

A luta de Hunt vai fazer-lo retornar ao Japão, onde ele lutou durante a maior parte da sua carreira.

"Estou ansioso para lutar no Japão de novo, será ótimo."

É o lugar onde ele ganhou o Grand Prix do K-1 na frente de mais ou menos 65.000 mil fãs. E é onde ele estreou no lendário ringue do Pride.

"É onde minha carreira realmente começou . Apesar de estar em casa na Austrália. Me ofereceram o meu segundo contrato no Japão."

No entanto, no dia 25 de fevereiro, será o local de apenas mais uma luta para Hunt.



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Espectativa enorme para o Ufc144

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Disputa de cinturão :henderson x edgar

Rampage diz:não existe lugar melhor que sua segunda casa!

Para os lutadores não-japoneses que competem no evento de sábado no UFC 144  em Saitama, ter a oportunidade de competir em uma terra com tanta história e tradição quando se trata de MMA (e artes marciais em geral) faz com que seja mais do que apenas mais uma luta. É uma oportunidade de mergulhar na cultura, abraçar o passado, e, em seguida, guardar as lembranças da semana em sua cápsula do tempo pessoal.

Este momento é hoje. Lá em 2001, quando um jovem homem de 23 anos chamado Quinton Jackson recebeu a proposta de lutar na organização japonesa PRIDE contra a estrelaKazushi Sakuraba, não havia relação com a história, tradição, ou a cultura da luta na terra do sol nascente. Era apenas mais uma luta para Jackson (10-1).

"Quando eu estava indo lutar com Sakuraba, eu estava sem grana", riu Jackson em uma recente teleconferência. "Eu estava apenas improvisando. Eu não sabia nada sobre nada - só queria ganhar algum dinheiro."

Bizarramente  comercializado como um homem sem-teto vivendo em um ônibus enquanto conversava com os pássaros, Jackson, no entanto lançou essa imagem errônea, com um esforço corajoso na derrota contra  Sakuraba, e os fãs japoneses logo o acolheram pelo seu estilo de luta e senso de humor. Jackson retornou o afeto, e nos próximos quatro anos e meio, ele se tornou sinônimo da organização PRIDE, indo 12-5 com vitórias sobre Igor Vovchanchyn, Murilo BustamanteChuck Liddell, Ricardo Arona, Murilo "Ninja" Rua , bem como batalhas memoráveis com Wanderlei Silva (duas vezes) e Mauricio "Shogun" Rua.

Então, quando foi anunciado que a organização subseqüente de Jackson, o UFC, estava voltando para o Japão para o evento deste sábado (ironicamente no mesmo Saitama Super Arena, onde estreou contra Sakuraba), era um card em que ele precisava estar, e quando ele não estava, inicialmente, fez barulho suficiente para que a organização o colocasse no co-luta principal contra Ryan Bader.

"É muito importante estar no card, pessoalmente", disse Jackson. "Meus filhos são do Japão, os avós dos meus filhos são de lá. Eles nunca me viram lutar no passado e eu tenho muita experiência no Japão. Eu realmente sinto falta dos fãs, não vou mentir. Eu  sinto falta de lutar lá, então foi algo pessoal para mim, para que meus dois filhos mais novos possam me ver lutar e os parentes possam estar no meio da multidão e me ver lutar. Eu nunca tive isso antes, então é algo que eu quero fazer."

Com Jackson está vindo de uma derrota na disputa pelo cinturão contra Jon Jones em setembro do ano passado, esta é a revanche perfeita para o ex-campeão até 93kg, considerando que ele pode evitar uma decepção pós-perda ficando ultra-motivado para sua primeira luta no Japão desde sua vitória por decisão sobre Yoon Dong-Sik no PRIDE 31 em 2006. Ele também deu a entender um retorno ao estilo "agressivo total" que lhe rendeu o apelido de "Rampage" todos esses anos, mesmo que apenas para agradar aos fãs de longa data.

"Eu acho que era muito popular no Japão por causa do meu estilo de luta. Eu era jovem e eu não me importava. Eu só queria dar show para a multidão e eles adoram esse tipo de coisa.

"Na América, todo mundo está sempre preocupado com quem vai ganhar e quem está ganhando. Não é assim (no Japão) - no final do dia é entretenimento. Os fãs querem ver uma luta divertida e os fãs tiveram isto. Na América, eu não acho que temos isso ainda."

Isto não é novidade vindo do homem de 33 anos nativo de Memphis, que sempre falou em tons reverentes sobre sua época no Japão e sobre as pessoas de lá. Ele sempre esteve viajando de volta ao país com frequência, mas sobre estar sendo assediado por fãs como é nos Estados Unidos, é uma outra história.

"Honestamente, é meio estranho dizer isso, mas é verdade", disse ele. "Quando estou no Japão, eles nem sequer me reconhecem. Se eu não estiver usando minha corrente ou nenhuma roupa camuflada, eu poderia ser qualquer um."

E, francamente, é assim que ele gosta. Enquanto aprecia a atenção que ele recebe, Jackson também foi sobrecarregado às vezes desde que se tornou uma grande estrela na sua terra natal, o que o levou a passar seu centro de treinamento, às vezes para a Wolfslair na Inglaterra. Mas, para este CT, Jackson ficou mais perto de casa, em sua nova academia, a Rampage Fitness Academy em Mission Viejo, Califórnia.

"Honestamente, nunca pensei que eu seria dono de uma academia, porque não é nenhum segredo que nunca gostei de treinar, mas notei que entre as lutas sempre fico fora de forma", disse ele. "Eu estava indo para a academia do meu amigo em Huntington Beach. Mas você sabe, moro em Mission Viejo, e à direita da rua estava meu parceiro de negócios Dave Roberts, que é o cara que me iniciou na luta. E ele estava na academia,  temos um monte de alunos. É como se fosse um lugar de família, e esse é o tipo de ambiente que eu gosto.

"É bom ter a sua própria academia", Jackson continua. "Agora posso ir lá na minha própria academia e treinar como quero e fazer o que quiser sem ter que pisar em ovos em academias de amigos e coisas assim, porque todo mundo sabe como sou barulhento às vezes. Então, quando é a sua própria academia, você não tem que pedir desculpas a ninguém, e meio que gosto disso."

Só falta derrotar Bader, vencedor do The ultimate Fighter e wrestler destaque na faculdade,  que se recuperou de derrotas para Jones e Tito Ortiz em 2011 com um nocaute 77 segundos sobre Jason Brilzem novembro passado. E ao contrário das lutas de Jackson com Jones e Rashad Evans, não há rancor aqui.

"Honestamente, não tenho nada contra Ryan Bader", disse ele. "Ele é um cara legal. Ele nunca falou besteiras sobre mim. Quando luto contra caras como ele, nunca é  pessoal. Na maioria das vezes pelo menos. Mas eu só vou lá, para dar um grande espetáculo para os fãs. Eu não tenho nada contra Ryan Bader de verdade.  Porém ainda estou indo tentar nocautea-lo. Mas não terá ressentimentos com ele depois."

Dez anos depois de por os pés no Japão, "Rampage" Jackson retorna. Pode não ser  sobre  tradição e história para ele, mas certamente há uma parte sentimental nesta luta, e por toda experiência que o país tem dado a ele, agora ele tem a chance de dar algo de volta.

"Lembro-me daquela época, (PRIDE) foi o maior show, mas o UFC o superou", disse Jackson. "Eu acho que se alguém tiver uma chance (de reviver o cenário do MMA no Japão), é o UFC. E se eu tiver alguma coisa a ver com isso, eu vou lá e lutar com o meu coração e fazer um grande show. Vou tentar proporcionar as lutas mais emocionantes que os fãs já viram, então talvez eles queiram que o UFC retorne."



 

Corinthians lança miniatura de Anderson "Spider" Silva

Apresentado em setembro do ano passado como lutador do Corinthians, Anderson Silva vai virar peça importante para o marketing do clube a partir desta sexta-feira. A diretoria do Timão, em parceria com a Tot Toys, lança nesta sexta-feira uma miniatura do campeão dos médios do UFC vestido com um calção que tem o escudo alvinegro. O produto é obra do artista plástico Wesley Iguti.
- Apesar deste produto ser uma caricatura, fiz com bastante detalhes para que a miniatura ficasse o mais próximo da realidade dentro desta linha - disse Wesley Iguti.
anderson silva mma ufc boneco (Foto: Divulgação)Boneco de Anderson Silva está vestido com o calção do Timão (Foto: Divulgação)
Anderson Silva detém o cinturão dos médios do UFC desde 2006, quando derrotou Rich Franklin. Depois, venceu mais 12 combates dentro da organização. O brasileiro de 36 anos vai defender o título em junho diante do seu desafeto Chael Sonnen.

Decepção de Dana White

Os exames antidoping de Nick Diaz para o UFC 143 apontaram uso de maconha por parte lutador, que agora passa a ser reincidente sobre o uso da substância em eventos de MMA. O resultado do teste foi divulgado nesta quinta-feira pela Comissão Atlética de Nevada. O Ultimate, através de seu presidente, Dana White, se manifestou sobre o episódio de forma curta e sem dar pistas sobre qual será o futuro do atleta na organização.
- Eu estou desapontado por ele ter testado positivo para maconha. Está agora nas mãos da Comissão Atlética de Nevada - disse Dana White em comunicado divulgado pelo UFC.
De acordo com o site "MMAjunkie", a expectativa é que Nick Diaz seja ouvido pela comissão em abril. Ainda não foi divulgado por qual período Diaz ficará suspenso, mas o lutador já está automaticamente punido.
Pelo uso de maconha, Nick Diaz quebrou a regra 467.850 do código administrativo da comissão de Nevada, que proíbe o uso de substâncias proibidas por lei, incluindo as dopantes ou as drogas de abuso como a maconha.